O ano de 2010 pode ser marcado por mais uma página negra na história de mais de 200 anos do Banco do Brasil S/A.
Conforme denúncia ao TCU-Tribunal de Contas da União, protocolada pelo Sr. Francisco de Assis Chaves Costa, membro do Conselho Fiscal da Previ-Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil e levada ao conhecimento do Congresso Nacional, onde igualmente pede providências, o Banco do Brasil no ano de 2009 apropriou irregularmente quase 9 bilhões de reais em seu balanço, valor este proveniente do patrimônio da Previ.
Chama a atenção na operação que o BB apóia seu procedimento na Resolução 26 da Secretaria da Previdência Complementar, mas não cumpre a liminar concedida pela Justiça Federal e referendada pelo STJ-Superior Tribunal de Justiça, que suspende os efeitos da referida resolução.
É uma crise de extrema gravidade que se instala no País, quando é inadmissível que uma instituição do porte do Banco do Brasil, afronte o Estado de Direito quando não acata uma decisão do Poder Judiciário.
Analisando os fatos recentes pode-se concluir que o BB já se prepara para amenizar o impacto da possível anulação da operação irregular, diminuindo seus custos, pois é esperado que o mercado mobiliário reaja negativamente e as ações da instituição percam substancial valor.
Como não poderia deixar de ser, tal qual ocorreu nos anos de 95,96 e 97, a redução de custos deve se iniciar pela demissão de funcionários e o foco principal são aqueles que ingressaram no banco anteriormente a 1998, que ainda mantém uma série de direitos subtraídos de forma total dos novos empregados, integrantes da maioria do quadro funcional de hoje. São os conhecidos dentro da instituição como “Genéricos”.
É lamentável, mas assim como ocorreu na década de 90, o Banco do Brasil deve lançar ao desemprego milhares de trabalhadores, desonerando sua folha de pagamento e deixando “a conta” para ser paga pela PREVI.
Se algum dos acompanhantes deste Blog necessitar, basta solicitar que a íntegra da denúncia será disponibilizada.
Ary Taunay Filho
Nenhum comentário:
Postar um comentário