Prezado Deputado Bala Rocha,
Sou demitido do Banco do Brasil em 1995 e faço parte do Movimento Nacional dos Demitidos do Banco do Brasil-MNDBB.
Não apenas eu, mas todos os demitidos e pedevistas do BB aguardam ansiosamente o desfecho do PL 4293, seus apensos e substitutivo.
Enaltecemos sua atuação pelo reconhecimento dos direitos de cidadãos de bem usurpados pelo Poder Público, quando foram expulsos de seus postos de trabalho atendendo a desmandos mesquinhos de Governos descompromissados com o bem estar da população.
A argumentação apresentada foi farta e muito bem arrazoada, motivo pelo qual acreditamos que o assunto está em ótimas mãos.
Peço sua especial atenção para o fato do tempo passado desde as demissões. Faz quase quinze anos que os atingidos sofrem todo tipo de dificuldades, principalmente porque o investimento em iniciativa privada carecia de um conhecimento, que o funcionalismo público, autárquico e de economia mista nunca possuiu, até porque não foi para isto que se preparou.
Os concursos públicos sempre foram muitos seletivos e concorridos e o preparo desses cidadãos, ainda jovens e sonhadores deu-se nessa área, portanto não estavam qualificados para outra atividade a não ser aquela que dedicaram suas vidas e o futuro de suas famílias.
Hoje, passados quase 15 anos, muitos são sexagenários, outros portadores de doenças graves e vagam na informalidade e nos corredores da assistência social como excluídos da Nação, como sobreviventes de um regime de exceção, inaceitável para um País que almeja uma posição de liderança no contexto mundial.
Visto por este ângulo e agregando-se a isto a morosidade como as coisas caminham em Brasília, preocupa-me sobremaneira a possibilidade dos que realmente são as maiores vítimas, ou seja, sexagenários e doentes graves, nunca alcançarem o resgate de seus direitos por conta da morte que se aproxima.
Sendo assim, até por questão humanitária, sugiro ao Nobre Deputado, que tente sensibilizar a Mesa da Câmara para que dê tratamento de urgência para o caso.
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